REPRESENTANTES VISITAM IMPERATRIZ E CARNAVALESCOS MUDAM TEMA ÁCIDO DE ALA

O emblema da ala 15, represetando um fazendeiro jogando
agrotóxico em um milho com pragas, foi modificado 

Terminou bem a visita que representantes da Sociedade Rural Brasileira (SRB) fizeram, quatro dias antes do desfile de Carnaval, ao barracão da escola de samba Imperatriz Leopoldinense no Rio de Janeiro. O objetivo era sensibilizar os carnavalescos responsáveis pelo polêmico enredo envolvendo o setor do agronegócio a mudar o ácido emblema da ala 15 (“Fazendeiros e seus Agrotóxicos") e evitar mais lenha na fogueira e até motivação processual. Com um diálogo sincero e perceptivo, o emblema foi modificado para “O Uso Indevido dos Agrotóxicos” e agradou aos visitantes. O restante das figurações continuaram inalterados. A Imperatriz Leopoldinense foi a terceira a desfilar na Sapucaí no domingo, 26 de fevereiro, com o tema: “XINGU, O CLAMOR QUE VEM DA FLORESTA” e sua apresentação foi considerada muito bonita.

Um comentário:

  1. O agronegócio é um negócio envolvendo a agropecuária e também um indústria. Todo negócio tem suas consequências e “TODA ATIVIDADE COMERCIAL CONCENTRA RENDA” e não apenas a agricultura altamente mecanizada. Até mesmo um ONG de proteção aos animais é capaz de gerar renda e empregar pouquíssimas pessoas. Não adianta acusar de explorador de renda quem vive no capitalismo. Outra coisa: o Brasil produz alimentos não só para si, mas para o MUNDO (é um verdadeiro CELEIRO MUNDIAL) e, por isso, investe cada vez mais em tecnologias e técnicas de produção. E é exatamente este contexto o grande causador do aumento no uso de agrotóxicos, pesticidas e concentração de propriedades rurais nas mãos de latifundiários. Para a redução da desigualdade no campo, bem como a ampliação na oportunidade de trabalho e geração de renda a mais pessoas, seria inteligente pensar em se mexer na política de arrendamento de terras cultiváveis. Inclusive o arrendamento já foi analisado como fator de diminuição das agressões ao meio ambiente. Referente o uso de grande quantidade de água no cultivo da soja (variedade que mais cresce no Brasil Central) e do milho (variedade amplamente cultivada e com duas safras anuais), o produtor sabe se utilizar da temporada de chuvas para ter a abundância de água e umidade no solo de que necessita para poder plantar - salvo algumas localidades (cidades) no centro-oeste que passaram a investir mais na agricultura irrigada para períodos fora das chuvas. O cerrado vem sofrendo muito, mas o cerrado também é uma área onde muitos grandes agricultores tiveram que investir em recuperação do solo para torná-lo cultivável (com aplicação de calcário e outros). No tocante ao seríssimo problema da agressão à bacia hidrográfica, algo que poderia causar seca em outras regiões do país, é bom a gente entender que isso ainda está mal pesquisado. Sabemos que, cientificamente, a água não se evapora e some da natureza. Pelo contrário. A água, quando some de algum lugar migra para outro na forma de vapor. Assim, se faltar água no sudeste, por exemplo, com certeza vai sobrar em alguma outra região (aqui ou lá fora). Seca em um lugar é sinal de inundação em outro. Portanto, estaríamos diante de um desequilíbrio ambiental e isso é o que deve ser estudado com muito mais cuidado. Quanto a desigualdade na distribuição de terra, também é bom lembrar que o Brasil possui uma das maiores campanhas de reforma agrária e movimento para ocupação de imóveis rurais. Por fim, também não vamos provocar um desequilíbrio social e comercial com ataques de críticas destrutivas ao agronegócio. Se a agricultura em larga escala é um certo risco ao meio ambiente, sua interrupção seria um risco grave à economia nacional e uma dificuldade no padrão de vida urbano.

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